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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Indefinida.



Da janela de seus aposentos, Clarice debruça sobre seus dias e olha em volta de si mesma.
Constata: o tempo tem sido generoso. A cada passagem dele, um anúncio para o coração apaixonado pela poesia da vida:
É preciso ser livre Clarice! Para sonhar e ser simplesmente:  livre e indefinida!
Ultimamente Clarice tem estado às voltas com seus desígnios buscando incansável aconselhar seus sentimentos. 
Ela sabe que, deste caminho que escolheu trilhar seu coração, já o fez o suficiente. Hora de  olhar o horizonte, voltar, regar os bonsais, ler  Neruda, pensar Borges, desenhar lugares aos  milhares, escrever versos, aninhar-se nos recantos da filosofia e sentir-se inteiramente livre! Dona única de seus pensamentos, inventos e prazeres na busca de ser melhor e merecer ter sido imagem e semelhança do Criador. Sem apegos! Sem grilhões! Sem definições!

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