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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

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Procurava as novas definições de anti-virus pra seus pensamentos...em vão...continuava em risco de total contaminação...todos os bugs do milênio...todas as fraudes da trama, enigmas da solução, enganos, dúvida, confusão, um quadro perfeito pra ser pintado na prisão...um roteiro fértil de trágico-comica e dramática encenação...um poema que dispensa inspiração. Talvez o ar puro da manhã pudesse tocar o sino lá fora e romper o fluxo espasmódico de idéias quebradas que teimavam montar o quebra-cabeças labirintico e sem direção...enfronhara-se dentro de si e perdera-se...até as palavras se esconderam da voz, da escrita, da caneta, teclado digital...busca então um conceito, um bloco de anotações, uma linha demarcatória na tentativa de desenhar o caminho de volta, de ida, de qualquer direção. Soa então o alarme...as definições de virus foram atualizadas...o avatar se abre para o abraço que acolhe, aconchega, quebra ossos,  e aponta a direção do encontro. Lembra a última nota musical que a voz entoou pela manhã, o verso, a rima, a vontade de prosseguir no sonho roteirizado pela esperança teimosa, fé contagiosa num Deus  sem endereço,sem link que não o abraço virtual do ciberespaço. Constatou-se: ciborgue virou gente que virou ciborgue, danificado... necessita reparos...

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