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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Regras Construção do Texto


ENSAIO: REGRAS DE CONSTRUÇÃO DO TEXTO (Suê -10/07/2012) Fundamentado em Aspectos de uma polêmica de Jean-Paul Sartre
REALISMO

Pensamento claro e distinto  - Mundo  – direito (como  contrário ao avesso, anverso)
Lógica é direita “lógica Aristotélica” -  baseada no princípio de identidade – que não comporta contradição – ou seja: O que é é - O que não é, não é e nada pode ser e não ser ao mesmo tempo. Indivíduo existe
Tipo – uma estrutura dada  - Homem – instrumento - Existe uma racionalidade confiante ou não.

PERSONAGEM – uma pessoa que existe, tem definidas e comprovadas suas características físicas, ocupa um espaço com endereço e delimitações, mostra-se tal qual se vê.  

 TEMPO – demarcado pela explicação do presente real, do passado acontecido, compreensível e sem sinais de ficção ou conjecturas. É senso comum.
 
ESPAÇO – como o tempo é também delimitado, reconhecido sem esforço do leitor por retratar o universo real e conhecido. Explicita limites claramente perceptíveis. É senso comum.
 

AÇÃO – são próprias da realidade, possíveis de serem realizados e aceitos, quando causadoras de espanto, os detalhes ajudam o leitor a visualizar e entender facilmente. É senso comum.

 FANTÁSTICO

Universo determinado por leis (contextos que determinam o que pode e não pode ser) Sistema fechado - Mundo do avesso – anverso - Lógica do avesso – inversão – ilógico  Proliferação de signos que nada significam - Universo movediço (sem estabilidade alguma) Subversão da racionalidade - Homem está dentro do universo (como fantástico, também ele pode ser, o é)

 PERSONAGEM – seres, elementos, identidades que são parte do universo onde tudo pode ser o que não é pela lógica racional. São despidos de toda e qualquer possibilidade de explicação ou justificativas que não sejam próprias do contexto. São livres de qualquer limitação do possível ou do aceitável pelo senso comum.
 
TEMPO – independente de situar-se entre as regras do presente, passado e futuro. Pode ser qualquer um, todos eles e nenhum deles. Um tempo descrito como inexistente por exemplo. Dispensa explicações para provar sua veracidade histórica, lógica.

 ESPAÇO – como o tempo é também livre de protótipos conhecidos pelo senso comum. Assume características  do contexto e suas especificidades fantásticas.  De identidade coerente com o tempo, personagem e ação o espaço se insere movediço subvertendo qualquer ordem da estabilidade ou equilíbrio.

 AÇÃO – responde ao tudo pode o que permite a invenção. É livremente deslocada do possível, aceitável e do conhecido pelo senso comum. As ações promovem e dão asas ao imaginário numa desacomodação e desequilíbrio que vai do desconforto a busca de organização mental para apropriação da imagem e ou da sua descrição. Promete aventura sem limites ou regras que não, inseridas no universo.

 ABSURDO

Deslocamento de sentidos - Dentro de um mundo em anverso - Total ausência de um fim ou de um objetivo - O homem está fora do universo.

 PERSONAGEM – Não se define como seres, elementos, coisas em qualquer padrão ou modelo pois não tem para ele um universo descrito, explicitado em suas formas e leis.

 TEMPO – causa espanto por não se situar num contexto. Espanto sem direção. Era um dia de sol na noite que se perdeu no celeiro e deixou os soldados sem munição. O baile já ia começar e um maremoto levou a cidade para as nuvens, então se comemorou o aniversário do menino que não nasceu.
 
ESPAÇO – como o tempo, o espaço não tem vinculo algum com o personagem o tempo e a ação. Ele se inscreve independente.
 
AÇÃO – não se corresponde com personagem, tempo ou espaço. Limita a fazer o quer fazer, sem preocupação com ser aceita dentro de qualquer regra ou senso de conduta. Causa espanto sem conexões que permitam compreensão. Não querem ser compreendidas a partir de um modelo.

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