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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Veneno

Adega Menerbe - França - foto Suê
Para provar...uma nova alquimia prepara o elixir composto de fragmentos da história da aparição...seu lugar....emoção...detalhes psicóticos...esdrúxulo...anjo esculpido...estilete de vidro... contexto...personagens...hipertextos... qualidades...mazelas... frustrações...desejos... descobertas...invenções...de si mesmos...E numa nova posição sem tanta oposição...ajustam os corpos...atam os laços...no acomodar de abraços, os braços enredam pescoço... a cabeça...sem definida sentença...duvidosa...descrença...eternamente suspensa a atitude e decisão...E...num novo colóquio sem palavras...deflagram sentimentos...sentidos momentos...de estranha e perene felicidade...definitiva loucura...E...num palco construído para o efêmero ato...tresloucada paixão...reuni sombria platéia ...ensaia o espetáculo e exibição...reedita a preleção...reconfigura o fluxo de ar nos pulmões...coração...sustenta no mais alto da cabeça e...razão... a gigantesca taça de vidro...nada translúcido... bruto cristal sem origem nobre...faz o brinde...dirigi-se ao último dos anjos...convocado para a sombria penumbra da sala de reuniões...em meio a obscuridade condicional dos presentes...qual prisioneiros das sombras... Desperta a gratidão de mais um amanhã vestido para o desiderato...provam do veneno...Renascem fênix das sombras...elevam-se aos mais distantes mundos...encostam-se nas nuvens num repouso volátil... e provam por fim o adocicado sabor artificial... umedecendo os lábios ressequidos pela jornada...sedentos...veneno.

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