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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Natal

Era preciso sistematizar o processo criativo que ocupava agora, ponto de ouro da criação da qual se ocupava e pré-ocupava os que consigo viviam. Essa  estranha e enigmática que não se sabia ao certo se doente ou apaixonada, se perdida nela mesma ou se procura ainda a própria estrada, caminho sem ponto de partida definido, muito menos de chegada... que depositou, covardemente,  na perda de alguém todas as frustrações em forma de dor... que cientista se  auto-gere e alimenta vegetariana a mesa de trabalho e de alimentos...que reconhece o guardião atento e presente em seus dias... explica sem convicção a crença na reencarnação, na certeza no entanto de que nesta edição da vida só o pensamento organizado e criativo pode sim reelaborar a existência e lhe dar tantos quantos desejar, sentidos...esta que projeta em seus discipulos e descendentes  o que quer que dela tenham nas próprias ideias, sentimentos e pensamento... Sistematiza agora a explicação, que tenta fazer descomplicada, o processo criativo que a torna quem é e povoa seus dias com o que de melhor, pra si mesma, é. Neste natal e sem arrogância que possa parecer, de presente pros que perdem, ainda que algumas poucas células, prestando atenção no que faz, escreve, pensa e parece ser...

Transforma tudo que não pode viver na materialidade em idéias, pensamentos que se tornam ficção, literatura, inventos para os quais se dedica em aperfeiçoar sua arquitetura. Torna-as cada vez mais real, a lhe dar formas, características, traços, identidade! Delineia o invento ao ponto dele se tornar quase visível, real, ocupando lugar em seus dias, seus sonhos, fantasias, suavizando com leveza uma boa parte de sua realidade concreta, feita de verdades absolutas que impedem o refrescar de um outro e novo sopro de ar do olhar sem guia... Sim vê as coisas que cria, sem ter o diagnóstico da esquisofrenia, precisa dessa visibilidade construída no imaginário pra ser então transcrita com palavras e trazê-las a vida. E então reais,  no texto, podem ser lidas quantas vezes quiser, gesto que lhe dá, por meio de outras idéias, de seu acervo, elementos de interpretação capazes de aperfeiçoar, e aperfeiçoar cada vez mais o invento, ideia, pensamento. Armazenadas pra serem aplicadas em outras projeções criativas, ou simplesmente a espera de um emprego contextual, as idéias moram também ao lado da conversação, saindo na janela pra se mostrar, sempre que percebe a presença de escutadores atentos, interlocutores capazes de vê-la em sua magnitude, e esplendor de uma ideia constituída de valores, sensibilidade estética, significados filosóficos, poéticos, imagéticos, fugidios da realidade inóspita que possui vida própria e não necessita delas: idéias de coisa alguma que possam ser quantificadas em sua essência. Oriundas do pensamento, as idéias são materializadas na escrita de textos enredos, histórias e descrição de situações que reúnem outros tantos inventos pra compor e dar sentidos a cena, interligações e forma concreta ao que nasceu no abstrato, totalmente abstrato pensamento. Idéias assim que necessitam de alimento. Não de qualquer um, mas destes que também são meio que ficção e invento, abstração de idéias ou releituras de fatos, sentimentos e acontecimentos. Alimento esse, precioso e raro, que se esconde no imagético sem fronteiras do pensamento, que determinado a prosseguir seu percurso, cria num circulo hermenêutico, dialético,  as mais diversas expressões da sensibilidade, por meio do cultivo de idéias, nascidas de pensamentos férteis, profícuos, movidos da inquietação, que se desacomoda e vai ao encontro, na publicação, sair da mente solitária, dos arquivos e habitar tantas outras paragens, ideias...a fertilizar, germinar, multiplicar no pensamento de quem delas se acerca, simpatiza e se apropria como célula que se oferece a citocinese, novas criações e autorias....novas eu que possam surgir e deixar nos seus, essa dúvida: se está apaixonada, doente, quer partir...ou se de tudo isso, é quase tudo ...e não é nada!

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