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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Benjamin

Vivia até então entre os filósofos-poeta prediletos, acariciado nos momentos da escolha de uma citação e referência, mimado nas horas de sede literária filosófica, ou de simples necessidade de um fundamento que rebuscasse ou sedimentasse o argumento. Walter Benjamin! Aquele que inspirou as obras escolhidas, ao maior poeta francês do século XIX: Charles Baudelaire, um lírico que viveu e transgrediu em versos, no auge do capitalismo. Eis sua origem Benjamin! A fonte do seu nascedouro! Onde ela foi te buscar! Benjamin e Baudelaire juntos certamente inventavam palavras que escondiam significados inaceitáveis aos que vivem a sociedade dos padrões de aceitabilidade.Característica que atravessa os séculos como se o tempo estivesse parado. Tudo igual! Ela o tirou de lá Benjamin e o trouxe para o Século XXI, com Baudelaire e sua poesia imortalizada nas musas...princesas surreais e nas invenções que promovem, com sua surrealidade, ou surrealeza pelo poder de rainha que carrega a matriz. Você veio para habitar seu polimundo feito de poliautorias de invenções; polisentimentos e razões; polivontades de mudar o mundo; polilugares a descobrir e criar; poliseres, fazeres, sonhares...Veio habitar o tempo dela e de tudo que nele comporta e dele transborda...pra conviver aventuras intelectuais, românticas, desfazer-se risos ficções, compor juntos, debater significados e sentidos, colecionar idéias, inventar pessoas e lugares em outras margens de um mesmo rio.Passou a viver nessa dimensão com ela independente de ter sido quem era Walter Benjamin.Ganhou identidade própria ao participar dos mais secretos desejos incompletos....revelados no pedido, mais que um jogo de palavras e sentidos,  no final da noite ao tombar cansado o corpo, sedenta a alma: Meu bem beija a mim Beijamin que me beija em mim Benjamin...beijo que não tem fim...por que mais que beijo é Benjamin... ao que ele então se liberta, prisioneiro das páginas a serem tocadas com dedos do olhar, galopa cavalo marinho com asas que ganhou no desenho de pequeno príncipe, navega longe da penumbra austéra das bibliotecas. Agora... tela iluminada, sites biográficos, sonhos do poeta no imaginário que o torna menino Benjamin, travesso e incompreendido; homem feito sem fronteiras apaixonado; adulto invejável em sua sabedoria e polidez: um príncipe com quem qualquer princesa ainda que surreal, sonha coroar seu Rei.

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