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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Volta ao texto

Antes que o tempo acabe e o poema se encolha dentro de minha inspiração secando  meu sangue em suas  linhas, vertendo seus raios sangrando-me as mãos,  volto ao  texto, viro-me  avesso e faço com que todos entendam a razão...de flutuar minhas asas de cavalo marinho  e  voar  nas nuvens do fundo mar,  saltar de golfinhos nas plumas das tardes, compor a canção no claustro da torre da própria prisão...sem ar nos reservatórios de água, sem luz nas fogueiras de carvão, sem tinta na caneta a tinteiro, sem sinônimos pra falta de inspiração...E pra que todos entendam  razão esta que move entranhas do cérebro, resquícios do nada repleto de um tudo do que sou feito, procuro nas páginas das tantas versões a prova concreta  dest’alma  secreta que  me aprisionou na inspiração, a gritar os desejos que moram sozinhos nos cantos das tardes, nos cafés com arte e sem medo do encontro com o nada....  que revive musas e poetas seresteiros  e posta uma carta ao cavaleiro inexistente ...Em tempo de me  dispor ausente...fico neste poema morando quem sabe pra sempre....

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