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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O Velho


Ele estava sentado no banco do quiosque do parque olhando a vida passar refletida no meu olhar transeunte... Era um entardecer amarelo, o vento tocava tudo bem leve querendo refrescar as idéias de quem sonha... com saudade...da vida que passa lenta...nostálgica. Quando o vi o imaginei na minha foto publicada no criarte com uma boa história inventada para ser a dele. Aproximei-me e o cumprimentei... falei de meu prazer em fotografar tardes amarelas... ele me olhava como que meio indignado...pele enrugada, olhos apertados, chapéu escondendo os cabelos ou a calvície...olhar calmo, pernas cruzadas, mãos sobre os joelhos...me olha enquanto falo...Posso tirar uma foto...prometo que ninguém o reconhecerá...estará em total segurança sua imagem comigo guardada...Sim pode ele responde e então eu pergunto...qual é o seu nome e ele diz Ângelo, ou Gabriel não me lembro mas sei que era nome de anjo...Distanciei-me a buscar melhor ângulo e o fotografei. Fui para casa e o revisitei imagem digital na tela do computador... o trouxe comigo juntamente com o quiosque, a tarde amarela, o vento que a tocava despenteando a relva...revirando a vida daquele homem marcada na face a idade...no semblante a nostalgia de quem sonha talvez, com uma grande paixão, dessas que não tem tempo de chegar nem de partir e fica lá presentemente a sua espera todas as tardes da primavera...Deve ser ele o da foto premiada... ainda não sei, mas da minha lente ele é o melhor, além do beijo proibido que ele esconde na lembrança...na história de paixão sem hora marcada...que eu inventei pra ele...

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