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sábado, 23 de julho de 2011

Caça ao tesouro

O olhar da fotografia na foto olhava pra onde ninguém mais via, só ela ali dentro daquela paisagem, depois da viagem ela via, o que mais ninguém podia, na fotografia. A escolha do foco do fotografista caiu aos meus pés e a sombra da alma na pedra da rua posou devagar. Derreteu a saudade, aquietou o coração, lembrou outras passagens de sombras então. Desenhou o autor contornos da imagem, provocou a estética do espectador, com ela pictórica sombra meio disforme, meio sem cor, sem rostos, limites se fez de cinza na calçada de pedra calcada, pequeninos pontos dela saltados, dando-lhe texturas, brilhos, significados. Registrada pra sempre e depois foi morar na brincadeira de caça  pirata desafio encontrado na pista do mapa. E a sombra que o sol permitiu se fazer, projetar, eternizar no olhar para mim - caçador de tesouros de imagens que me traz muito mais que ouro, sentidos de outros lados distantes destes tantos óbvios vazios. O tempo passou o que tem que passar e então ele agora vem a desfotografar o presente na mala, na lente na fala, no teste que aprova ou que tolhe. Aberto se torna prêmio do doce ausente, retorno sem festa pra comemorar, da sombra o nada, mas tudo o que vem pra ficar.

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