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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Inventada

arte Suê 2010/2011
Ficou lá inventada por ela, uma escritora insana nascida no final do século, tempos sem escolha de sanatório que a acolha, sem projeção no enigma do tempo. Inventora desvalida de seus próprios sentimentos do que quer, e do que é, do que sabe, e do que tem, do que busca e de onde vai, sem ter tempo, ser ninguém. A Vítima da invenção Dulcinéia alucinada, não sabe se é tudo, se é nada se quase tudo ou quase nada, se muito, se pouco, metade, sem gosto, com sal, sem sabor de nada e com tudo, sem bom e sem mal! Inventada não sabe se existe ou resiste à fictícia quimera, efeito de som, sol de primavera em pleno verão que não quer mais ser ela, a que era antes da sua invenção, por ela a louca que a cria inspiração, de outros poetas, filósofos do bem e do mal, vampiros, profetas, primitivos, clonados no espaço virtual.
Agora pra ela a inventada só resta a espera, soleira da porta tela iluminada, a próxima escrita a ser publicada, que fará dela ainda inventada mais uma vez e de outra forma, identificada. Uma vez inventada pra continuar a existir vive a mercê da inventora, ela a inventada, que num esforço existencial se inventa com força e coragem pra seguir viagem enquanto a outra, a inventa nunca igual, permanentemente continuamente até que a inspiração a afugente pra outra invenção.

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