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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Quimera

Estávamos presentemente prova disso o corpo a corpo,copos nas mãos e o pensamento voando das veias nas vozes, do fonador em seu conjunto e composição boca, língua, dentes, movimento, sons, deglutição, plena função. A dialogar, pensar e inventar sobre essa louca diferença entre a comunicação virtual e a outra, que se dá presença do corpo na fala e linguagem coisa e tal estávamos nós. E sobre a escrita digital e a conversa convencional, manual, natural, pessoal, corporal. Um rumor da língua em movimento guiada com o olhar das mãos em transpiração, visibilidade da emoção, gestual, transparescência em respiração, tremor na voz riso no coração...E o falar com o teclado, a tela iluminada fluorescente que traz pra essa esfera o pensamento codificado palavras meio ausente mas presente, quase sempre sem correção no roteiro e navegação do espaço, no tempo da ilusão transitória transportada, mensagens envelopadas repletas de nada, sinais eletrônicos, código binário, imediato on line, sem selo, carimbo, suor, rabisco, borrão, Sai voando envelope lacrado num percurso pontilhado presente visão...Juntamos esses pedaços de pensamento da história da comunicação e vemos que na conversa virtual subjaz o namoro no portão com desvantagens, com soluções. Vender ou comprar uma idéia sem ver a face e o dentro dela, sem o olhar e ouvir da voz seus artifícios e ondulações a se mostrar doce, áspera, irônica, vulgar, formal, austera, lacônica. Estar com virtual e estar com presencial: eis as diferenças dessa fantástica quimera.

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