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domingo, 31 de julho de 2011

Procura-se

Foto Suê obra Matisse Museu Nice França - 2011
Envolvida em crime de identidade de estilo literário...sofre acusação de possuir mil faces do letramento e se valer desse artifício para desviar pistas de quem a procura conhecer para desmascarar. Ação essa que implica desvendar a face revestida de mais de cem mil véus transparentes entre si ...cobertores dela...Sonsa e enigmática ela transita entre as pessoas e suas falas sem mostrar-se em sua paleta de cores e sentidos...mergulha com o olhar de lupas e sondas que se enterram nas palavras e gestos de seus interlocutores e sacia sua fome de inspiração ou de simples desprezo. Vai deixando atrás de si um exército dos que a investigam por meios dos escritos cotidianos... espiões profissionais e outros caçadores de prêmios por cabeças idéias e invenções...recorrem aos escritos e publicações escarafunchando palavras, adentrando, sem tirar os sapatos sujos, as entrelinhas dos textos...poluindo com interpretações banais...o perfume das palavras, a nuance das rimas, os sentidos escondidos a espera de serem encontrados e reinterpretados na nova criação de um leitor apaixonado pela escrita...Os arrombadores de túmulos continuam a busca de uma sinalização para a prova do crime...e por fim a condenação...Enlouquecidos e confusos entre a ficção, poesia, prosa e realidade perambulam dia após dia pelos escritos...enquanto ela em seu deleite criativo repousa o cansaço que lhe impõe o óbvio, o medíocre o insensato não saber sonhar, inventar e viver a vida em suas incontáveis possibilidades... Na sua alcova de pensamentos sem passagem secreta ela respira pausada e feliz com o que é e faz...escrever... soliloquiar na conversa com mortos, anjos e vampiros, fadas, escritores renomados ou desconhecidos, visita lugares, interpreta sentidos, troca pra cada escrito o vestido, valoriza as gentes e suas sutilezas, inventa scripts, protagoniza papéis, redescobre a própria história, reinventa a vida a cada minuto de ar e uma nova face... de face nova... Escreve sem receio a condenação...com esperança na reinvenção de seus escritos pelo leitor especial... a se fazer uma outra ela...com mais de mil faces literárias ampliando a minoria ausente do catálogo psicosocial a escrita marginal.

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