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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Strauss

O monumento, escultura moderna em ferro, cantava quando entrávamos nela...seus elementos criavam lugares, caverna sob luz do sol. O observador podia interagir tocando com os pés pontos escondidos que iam se revelando inesperadamente. Emitiam  sons, variados, graves, agudos...sempre eltrônicos. Era uma contracena naquele lugar onde tudo orquestrava os clássicos da música erudita, barroca, medieval num abrir de cortinas em cada esquina para um novo concerto...na praça, na igreja, diante do McDonald's, nas escadarias da ponte do rio...estavam lá, batuta em riste pra começar a tocar...artistas de Viena, Austria, onde a música é currícular na educação, disciplina fundamental da cultura e formação...me pego a pensar  no meu pais onde as tentativas de se implementar música na escola, traz sofrimento aos professores que não sabem como fazer...Volto do pensamento e percorro a escultura...brinco com os sons que pouco a pouco vou descobrindo. Volto a praça, um lugar pra sentar, abro meus apontamentos e escrevo...um violinista se aproxima povoando minha tarde com um concerto particular...Strauss em pessoa toca pra mim e depois senta ao meu lado pra contar um pouco sobre a maldição de ter sido sua música apreciada por representantes do nazismo de Hitler, quando ele nem existia mais. Estava desconsolado me pediu ajuda...quem sabe uma outra história...ficou sabendo eu que andava pelas cidades da Polônia, Áustria, Hungria, República Tcheca e Alemanha reinventando algumas partes da história a pedido de seus protagonistas. Me expliquei...veja bem, isso depende de você e acho que já está se reiventando, olha a sua volta...século XXI! Você permanece naquilo que faz...sua arte...fica leve...continue seu concerto, afinal é bom demais...e quem gosta de música meu amigo, gosta, respeita quem a faz e executa...é só que importa. Mais animado ajustou o violino, empunhou a vara e iniciou a execussão da peça  Also sprach Zarathustra (Strauss) (Assim falou Zaratustra, Opus 30)(1891). Eu então não tinha mais nada pra falar...

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