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domingo, 25 de setembro de 2011

Estado d’alma


Naquele lugar tudo soava musica, perfume no ar...naquele lugar pouco se via de igual, tudo tão original, ímpar, singular...aquele lugar no mapa não constava...e dele quase ninguém informava...secreto, meio que inexistente...Só ela com sua poesia o descobria todos os dias. O pensamento a dirigia, a vontade a impulsionava os sentidos rumo ao caminho de mais uma vez, ainda que a última, estar naquele lugar todos os dias...dentro de si mesma...na outra ela...nela...no dentro e fora ao mesmo tempo...sintonia, emoção, fantasia...tudo invenção...do querer e negar, do saber e ignorar, do partir e ficar, sem bússola...perdida de preferência sem saber onde está...pra onde vai, com quem ficar...encontrar...o que falar, saber, sentir, desejar, perseguir utopia, construir navios de palavras...veleiro...nevoeiro...faroleiro que indica o caminho no facho de luz que projeta, indica, inspira e mostra a passagem secreta.Encontra mais uma vez e de novo o lugar. Seu laboratório de invenções, réplicas, protótipos de paixões enxertadas, transmutadas de significados, escamoteada, escondida sem fachada sem saída...hora errada...mesmo assim, naquele lugar tudo era muito mais que nada...era ela restaurada sentimentos, ousadia, transgressão,teimosia de quem sabia o que queria.

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