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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Muro

Muro do que sobrou do muro de Berlim (foto Suê 2011)
Berlim... a nostalgia dos primeiros contatos, e as evidências que assinalaram as razões de um muro entre eles...os habitantes da cidade alemã...Mesmo depois de derrubado ideologicamente, o muro continua presente no local e nas expressões de seus protagonistas algemados a uma história de gerações...o muro que separou hoje une na vergonha dos que partilharam sua razão de ser... meditava nostálgica sobre esses tantos muros e trouxe um que marcou a vida cultural acadêmica: Pink Floyd The wall, e num contra ponto e história,o centro financeiro de New York Wall Street, lugar de poder...objetos do desejo capitalista.  Neles os muros retratados em tantas linguagens para expressar a separação, segregação, isolamento, prisão...cercas e muros...elementos criados pela civilização para demarcar território de poder...Os muros que são derrubados no questionamento sobre eles, sua função social: os muros do preconceito, muros da escola, muros da igreja, muros que escondem e protegem a crueldade, a corrupção...muros que provocam o desejo de saltar pro outro lado, de correr o risco, de induzir o suicídio e a liberdade. Muros que criam para nós, a civilização que impõe modelos protegidos pelos muros, muros construídos por nós mesmos pela força de um pensamento conduzido, formatado e imposto que nos fazem prisioneiros cercados em nosso próprio muro... edificado por nossas idéias e crenças irredutíveis... medos...covardias...muros semi-demolidos que ainda nos mantém assim prisioneiros de nós mesmos, escombros de nossa vontade, muros daqui mesmo, deste lado e perto de mim...não dependem, nem se explicam...simplesmente pelo de Berlim.

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