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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Persona


Ela perseguia a comprovação da existência e real aplicabilidade da experiência de amor únissono. Do encontro de corpos que embora dois, seja um...no pulsar de cada veia no universo geográfico das paragens e membros...na sucção de cada golpe de ar a suprir pulmões e sangue de energias vitais...na dança do corpo ao som dos ruídos orquestrados pela respiração impulsionadora dos movimentos e seus encantos...dança da alma...do ventre...das vísceras em sua festa... contrações e dores de prazer abdominais. Precisa de Paglia pra contracenar essas idéias...Em suas “Personas sexuais” Camille vem lhe salvar justificando seu ser, aprovando sua existência assim desta que é, associando também as personas da arte como objetos sexuais, na medida em que a reação emocional do espectador ou leitor, é inseparável da reação erótica...traz para sua inspiração literária esta tábua de salvação pra se sentir integrada e na medida do possível...tolerada em seu estilo e significados que o inspiram, e delineiam nesta arquitetura suspeita quanto a lucidez e sanidade...inspiração marginal...excluída dos modelos...escondida nos antros discriminados...conselhos editoriais que mais desaconselham quando o faz... A tensão que a toma os sentidos no afã de escrever as palavras, invadem ouvidos e querem se arremessar, saídas do pensamento na escrita... essa sua solitária companheira, fiel melhor de todas... inseparável...presentemente. Pronta pra fazer-se-la. A arte nasce da tensão e não do repouso. No repouso, ela se mostra presente... na tensão, é atitude...realização. O empreendimento artístico literário é inspirado pela ansiedade, tensão, emoção trágica... quase fatal. Mas tem que dormir, comer, respirar, conviver...é bom que ninguém perceba suas elucubrações íntimas mentais. Ela então continua a procura  insana da comprovação, existência e real aplicabilidade da experiência de amor uníssono! Consolou-se saber que a arte faz coisas...a curiosidade movida pela dúvida e desejo de conhecer, faz idéias, promove invenções, gera autonomia, alimenta a alma incompreendida sem lugar reservado na plateia oficial, sem luz...caverna de palavras e sentimentos todos grudados nelas...pra sempre. Ouviu dizer noite passada, que num tempo, lugar e personas, aconteceu uma vez o amor uníssono...Ficou feliz pelo sinal...adormeceu persona acordou inventada, mais um dia.

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