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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

sans souci

Era preciso acertar o relógio e com ele as sensações que o corpo teimava revelar...Distante de casa, no próprio aposento... sem ar, sem visitas, sem o perfume do vento da tarde navegando pelo quarto tocando a face, acordando a inspiração teimosa em manter-se fuso horário alterado...noites prolongadas manhãs subtraídas...tardes desencontradas do dia sem bússola ou geografia.Gosto de nada, sede de poesia, vontade de quase tudo sem nada... Saudade...balanço do vivido e do sonhado...desejo de perpetuar a alegia,  o riso,  a fantasia,  imaginação sem medidas... censura... rima. Invenção sem justificativas, sem lógica, sans souci, sem preocupação alguma. Na lembrança o casamento impensado, loucura de apaixonados, promessas iludidas, desejo de mudar de lado, de sair da linha,  trocar a roupa, sair pra rua, andar descalça, perder o caminho, achar o endereço sem número, e uma porta sem saida, pra essa busca do estado d'alma  na tentativa de estar sans souci...deitada o riso no macio travesseiro sem juizo sem razão sans souci...

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